Um dos maiores especialistas em gestão de recursos humanos e em estudos organizacionais e estratégia de negócios, o paulistano Carlos Bertero, diretor acadêmico do Instituto de Desenvolvimento Educacional da Fundação Getúlio Vargas (IDE/FGV), graduou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), pois à época – década de 50 – os cursos de Administração ainda não haviam sido criados. Ali integrou o primeiro experimento de pós-graduação realizado no início da década de 1960, na Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV). Ingressou no corpo docente da mesma escola, onde está hoje, e em seguida, passou cinco anos se especializando nos Estados Unidos, onde fez o mestrado na Michigan State University e o doutorado na Cornell University. Foi redator-chefe da “Revista de Administração de Empresas” e da “GV Executivo”, quando redigiu colunas e editoriais. É autor, entre outros, de “Gestão de Tecnologia na Indústria de Alimentos” e “Ensino de Administração no Brasil”. Entre as empresas e organizações que atendeu como consultor destacam-se Metal Leve, Promon, Banco do Brasil e GV-Consult. Atualmente dedica-se às áreas de Estratégia Empresarial e Organizações e leciona nos cursos de doutorado e no Programa de Educação Continuada para Executivos, no IDE, que tem como proposta servir de elo entre escolas e unidades da FGV e o mercado, oferecendo cursos de pós-graduação lato sensu, presenciais ou a distância, de aperfeiçoamento e extensão. Nesta entrevista, o professor Bertero refere-se à importância da Gestão de Recursos Humanos, área à qual dedicou a maior parte de sua vida. Ele ressalta que enquanto as empresas insistirem no pensamento de curto prazo, elas seguirão administrando números, e não pessoas. Mas é otimista quanto ao futuro, ao indicar que o Brasil estará entre as maiores e possivelmente mais influentes economias do mundo, o que terá impacto positivo nas empresas, públicas ou privadas, e na formação de uma nova geração de Administradores.